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O que é TDAH?

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O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um transtorno neurobiológico genético que se caracteriza por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade.

O que é TDAH?

TDAH é a sigla para Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Trata-se de um distúrbio neurobiológico que começa a se manifestar ainda na infância. Como o nome sugere, é caracterizado pela falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. O TDAH pode ter causas genéticas e ambientais, envolvendo alterações nos neurotransmissores que regulam a atividade cerebral.

Segundo estudos, o TDAH é mais comum em crianças, especialmente em meninos, mas pode persistir até a idade adulta. Estima-se que cerca de 3% a 5% das crianças e 2% a 4% dos adultos tenham TDAH. O diagnóstico é feito por meio de uma avaliação clínica com um médico especialista, que leva em conta os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).

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Foto Reprodução: Freepik

Segundo o DSM-5, existem três tipos de apresentação do TDAH, de acordo com os sintomas predominantes:

Os três tipos de apresentação são:

  • Apresentação combinada: quando há pelo menos seis sintomas de desatenção e seis sintomas de hiperatividade-impulsividade nos últimos seis meses.
  • Apresentação predominantemente desatenta: quando há pelo menos seis sintomas de desatenção, mas menos de seis sintomas de hiperatividade-impulsividade nos últimos seis meses.
  • Apresentação predominantemente hiperativa/impulsiva: quando há pelo menos seis sintomas de hiperatividade-impulsividade, mas menos de seis sintomas de desatenção nos últimos seis meses.

Os sintomas de desatenção incluem:

  • Dificuldade em prestar atenção a detalhes ou cometer erros por descuido em tarefas escolares, profissionais ou outras atividades.
  • Dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas.
  • Parecer não escutar quando lhe dirigem a palavra.
  • Não seguir instruções ou não terminar tarefas escolares, profissionais ou domésticas.
  • Dificuldade em organizar tarefas e atividades.
  • Evitar, antipatizar ou relutar em envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante.
  • Perder coisas necessárias para tarefas ou atividades (por exemplo, materiais escolares, lápis, livros, chaves).
  • Ser facilmente distraído por estímulos externos.
  • Esquecer-se de atividades cotidianas (por exemplo, compromissos, deveres de casa).

Os sintomas de hiperatividade-impulsividade incluem:

  • Agitar as mãos ou os pés ou se remexer na cadeira.
  • Levantar-se da cadeira em situações nas quais se espera que permaneça sentado.
  • Correr ou escalar em situações nas quais isso é inapropriado (em adolescentes ou adultos, pode se limitar a sensações subjetivas de inquietação).
  • Dificuldade em brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer.
  • Estar frequentemente “a mil” ou agir como se estivesse “a todo vapor”.
  • Falar demais.
  • Dar respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido concluídas.
  • Dificuldade em esperar sua vez.
  • Interromper ou se meter em assuntos dos outros (por exemplo, intrometer-se em conversas ou brincadeiras).

Quais são as causas do TDAH?

As causas do TDAH ainda não são totalmente conhecidas, mas acredita-se que envolvam fatores genéticos e ambientais. Alguns estudos indicam que há uma alteração na comunicação entre os neurônios na região frontal do cérebro, responsável pelo controle da atenção, da impulsividade e da inibição. Essa alteração pode ser influenciada por genes herdados dos pais ou por fatores que afetam o desenvolvimento cerebral durante a gestação ou a infância.

Entre os fatores ambientais que podem estar relacionados ao TDAH estão:

  • Tabagismo ou consumo de álcool durante a gravidez
  • Baixo peso ao nascer ou prematuridade
  • Complicações no parto ou sofrimento fetal
  • Exposição a chumbo ou outras substâncias tóxicas
  • Infecções cerebrais ou traumas cranianos
  • Abuso ou negligência na infância
  • Estresse familiar ou social

É importante ressaltar que esses fatores não causam o TDAH por si só, mas podem aumentar o risco ou agravar os sintomas em pessoas que já têm uma predisposição genética.

Como é o tratamento do TDAH?

O tratamento do TDAH é feito com uma abordagem multidisciplinar, que envolve medicamentos, psicoterapia, orientação familiar e escolar e mudanças no estilo de vida. O objetivo é reduzir os sintomas, melhorar o funcionamento e a qualidade de vida das pessoas com o transtorno e prevenir complicações.

Os medicamentos mais usados para o TDAH são os estimulantes, que atuam aumentando a disponibilidade dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina no cérebro, melhorando a atenção, a concentração e o controle dos impulsos.

Outros medicamentos que podem ser usados para o TDAH são os antidepressivos, que também atuam nos neurotransmissores cerebrais, mas de forma diferente dos estimulantes. Eles podem ser indicados para pessoas que não respondem bem aos estimulantes ou que têm outros transtornos associados ao TDAH, como depressão, ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo.

A psicoterapia é outra forma de tratamento do TDAH, que pode ser feita individualmente ou em grupo. Ela ajuda as pessoas com o transtorno a entender seus sintomas, desenvolver estratégias de enfrentamento, melhorar a autoestima, a autoconfiança e as habilidades sociais. Além disso, ela pode tratar outros problemas emocionais que podem estar associados ao TDAH, como ansiedade, depressão, baixa tolerância à frustração e agressividade.

A orientação familiar e escolar é fundamental para o tratamento do TDAH, pois envolve os pais, os professores e as pessoas próximas à pessoa com o transtorno. Ela visa educar sobre o que é o TDAH, como reconhecer e lidar com os sintomas, como estabelecer limites e regras claras, como elogiar e reforçar comportamentos positivos e como oferecer apoio emocional.

As mudanças no estilo de vida também são importantes para o tratamento do TDAH, pois podem ajudar a reduzir os sintomas e melhorar a saúde física e mental das pessoas com o transtorno.

Algumas dicas são:

  • Ter uma rotina regular de sono, alimentação e atividades
  • Evitar alimentos ricos em açúcar, cafeína e corantes artificiais
  • Praticar exercícios físicos regularmente
  • Fazer atividades relaxantes como meditação, yoga ou respiração profunda
  • Evitar o consumo de álcool, tabaco e outras drogas
  • Buscar apoio de grupos de autoajuda ou associações de pessoas com TDAH

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